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     A  PIROGRAFIA

         A origem etimológica do termo “pirografia” vem do grego, sendo piro fogo e grafia desenho.

        Decidi dedicar-me definitivamente à técnica da pirografia, já explorada no início do século XX na Europa como simples artesanato, por haver percebido as suas inesgotáveis possibilidades de pesquisa como proposta estética.

         Iniciei na década de 60, explorando superfícies de madeira, que gradativamente aumentaram de tamanho em decorrência do domínio técnico. Na década de 70, desenvolvi paralelamente à madeira, a pirografia sobre papéis e cartões importados, alcançando neles uma notável expressão gráfica.

        As obras em pirografia  sobre papel, cartão e madeira, constituem exemplares únicos, o que as diferencia da gravura cujo processo pressupõe uma matriz  da qual são executadas as tiragens desejadas.

       

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A técnica da pirografia consiste na intervenção direta da agulha quente sobre papel, cartão ou madeira, extraindo com linhas e traços em várias texturas, o efeito desejado. A caneta do pirógrafo mais se assemelha a um “lápis que queima” suavemente a superfície, desde um tom bege claro até um mais escuro, ou seja, intensificando mais ou menos a intervenção. Com o passar dos anos, o aprimoramento técnico permitiu-me abandonar a bicromia obtida somente através do fogo e introduzir um novo processo que consiste em colorir primeiramente a superfície do papel, cartão ou madeira e posteriormente intervir com o pirógrafo. Obtive assim, pelo próprio efeito do fogo sobre o pigmento do nankim (importado), várias cores e novos tons de efeito realmente surpreendente.

        Posso afirmar, com conhecimento de causa, que ao longo destes quase 60 anos de pesquisa, encontrei e aperfeiçoei a minha forma de expressão e proposta estética.

        Considero minha arte  inserida num contexto de vanguarda, uma vez que percorri um caminho de usos e adequações de materiais diversos e continuo ampliando o espectro na busca de novas alternativas que possam vir a enriquecer a minha proposta plástica.

 

                                      Adriano Colangelo

                                      Artista plástico

Luz, água e pedras
Luz, água e pedras
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Pirografia 1
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Pirografia 2
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Pirografia 3
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Pirografia 4
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Pirografia 5
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Pirografia 6
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Pirografia 7
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Pirografia 8
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Pirografia 9
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Pirografia 10
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Pirografia 11
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Pirografia 12
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Pirografia 13
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Pirografia 14
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Pirografia 15
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Pirografia 16
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Pirografia 17
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Pirografia 18
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Pirografia 19
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Pirografia 20
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Pirografia 21
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Pirografia 22
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Pirografia 23
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Pirografia 24
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Pirografia 25
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Pirografia 26
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Pirografia 27
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Pirografia 28
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Pirografia 29
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Pirografia 30
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Pirografia 31
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Pirografia 31
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Pirografia 33
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Pirografia 34
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Pirografia 35
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Pirografia 36
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Pirografia 37
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Pirografia 38
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Pirografia 39
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Pirografia 40
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Pirografia 41
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Pirografia 42
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Pirografia 43
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Mini Pirografias

Grande Paineis

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Com o transcorrer do tempo e sem descuidar das coisas empenhativas da vida e da arte, surgiu a vontade de redescobrir certos momentos do cotidiano, cuja observação surpreende pelos toques fugazes de beleza e poesia.

 

Foi então que iniciou a criação das miniaturas, carinhosamente chamadas de mini pirografias, não somente para fixar aqueles momentos, mas também para disponibilizar ao público amante das artes plásticas, pequenas jóias impregnadas de poesia visual para integrar o ambiente dos seus lares.

A motivação dessas obras atribui-se ao fato do artista ser também flautista e musicólogo, razão pela qual chamou essas peças de  “Mini pirografias de Câmara”, fazendo um paralelo com os Concertos de Câmara  que ocorrem na arte musical.

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